|
Publicada 04/02/2010
Sintfub exige aproveitamento de servidores do HUB
Há cerca de um mês, 114 dos 503 servidores do Hospital Universitário de Brasília (HUB) que tinham contratos precários não foram aproveitados durante o processo de terceirização. Isso levou para a rua pessoas com até 20 anos de prestação de serviço e que tinham o salário como única fonte de renda familiar. Para pressionar a reintegração imediata dessas pessoas, dirigentes do Sintfub realizam reuniões e ações com membros da administração da Universidade de Brasília e do HUB.
Durante a última reunião, realizada no dia 2, o diretor do Hospital, Dr. Gustavo Romero, disse que ainda restam cerca de 40 casos a serem resolvidos de trabalhadores desempregados devido ao processo de terceirização dos serviços. Segundo ele, com a abertura do centro cirúrgico (que estava em reforma), da clínica odontológica e do centro de saúde, previsto para depois do carnaval, é bem provável que esse número seja zerado. “Concretamente, o peso legal disso é zero. Temos toda a disposição para resolver, mas há uma realidade que não podemos ultrapassar”, afirmou Dr. Romero.
Dentre os trabalhadores que estão desempregados, está Seu Raimundo Gonçalves, 58 anos, que trabalhou durante 15 anos na área de higienização do HUB. Entretanto, o caso de Seu Raimundo é ainda mais grave: ele é dirigente sindical. De acordo com a lei, dirigentes sindicais têm estabilidade empregatícia enquanto estiver exercendo o cargo e por mais um ano depois que deixar a função. Por isso, o afastamento de Seu Raimundo, diferente dos outros trabalhadores, pode parar na Justiça e ser enquadrado, inclusive, como perseguição política. “Pra mim é um verdadeiro fracasso, um retrocesso, um servidor que luta pelos direitos da categoria ser demitido sem justa causa”, ressaltou o dirigente da CUT-DF e do Sintfub, Cosmo Balbino.
De acordo com as empresas terceirizadoras, basicamente, os motivo do afastamento dos servidores foi escolaridade não compatível e cursos específicos exigidos para certas áreas. “No nosso sindicato, tivemos o caso de um trabalhador que não tinha a escolaridade exigida. Nós investimos, demos um chance e, hoje, essa pessoas vai se formar em Direito. Gostaríamos que a Universidade utilizasse essa mesma política com seus servidores”, apelou Cosmo.
Fonte: Assessoria de Comunicação da CUT-DF
|