Brasília, sábado, 25 de maio de 2013
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Publicada 15/08/2012

CUT garante recontratação de terceirizados

A determinação da decana de Gestão de Pessoas da UnB, Gilca Starlling, é de que os 80 terceirizados da empresa PH Service que foram demitidos sem justa causa deverão voltar imediatamente aos postos de trabalho. O pronunciamento só veio após a pressão do Sintfub, da CUT-DF e do Sindserviços, que exigiram o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012 para os trabalhadores terceirizados do DF.

Durante reunião, realizada nesta quarta-feira (15), que contou com a participação mais de cem terceirizados da PH Service, representantes da UnB, do Sintfub, Sindserviços e da CUT-DF, foi averiguado que as demissões realizadas pela empresa foram ilegais. Isso porque a PH renovou na semana passada o contrato emergencial de serviço com a UnB, fazendo-se, assim, um novo contrato administrativo. E, de acordo com a cláusula 54ª da Convenção Coletiva de Trabalho dos terceirizados do DF, a mudança de contrato de empresas terceirizadas, mesmo que emergencial, exige o aproveitamento de todos os trabalhadores da empresa anterior.

“Nenhuma justificativa que a empresa deu se refere à falta justificada, especificadas na CLT, para demissão. Portanto, essas demissões são ilegais. Além disso, os terceirizados ainda são amparados pela Convenção Coletiva de Trabalho”, afirmou a secretária de Mulheres da CUT-DF, Maria da Graça Souza.

O coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes, questionou a demora da ação do decanato de Recursos Humanos da UnB. “Já tínhamos entregado esta Convenção Coletiva para a UnB há muito tempo. Os terceirizados foram demitidos, mas só uma semana depois, com muita pressão do Sindicato e dos trabalhadores, que o decanato foi conferir a lei”, afirma.

Entre os terceirizados dispensados pela PH Service estava dona Maria Aparecida de Andrade. Com 60 anos, completados hoje (15), ela conta que viu a UnB crescer. “Eu estou aqui há quase 30 anos. E com a minha idade, ninguém mais vai querer me fichar. Perdi meu marido há seis meses e estou vivendo só deste salário”, conta.

Socorro de Morais Lima também foi uma das vítimas da demissão imotivada, que teve como alvo mulheres. “Eles simplesmente me falaram: ‘você não atende mais nossas necessidades’. Não tenho falta, não tenho advertência e ninguém nunca me chamou a atenção. Por que então eu fui demitida?”, questionou a terceirizada que está na UnB há 10 anos.

Assédio Moral
Os casos de assédio moral também foram repetidamente falados durante a reunião desta quarta-feira (15). Para tentar coibir a ação, foi formada uma comissão para trabalhar questões que possam mudar o atual cenário de repressão que estão submetidos os terceirizados.

Secretaria de Comunicação da CUT-DF


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