Brasília, quarta-feira, 19 de junho de 2013
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Publicada 09/08/2012

Justiça decide sobre novo pleito sindical no próximo dia 28

A decisão para anular a eleição realizada nos dias 6 e 7 últimos no Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (SAEP-DF) e para convocar um novo pleito para renovação da diretoria da entidade será tomada no próximo dia 28 em audiência convocada pelo juiz do Trabalho, Francisco Luciano de Azevedo Frota,

O pedido de invalidação das eleições foi feito pela Chapa 2 – Renovar para Avançar, de oposição, que teve sua inscrição vetada pela segunda vez para disputar o pleito por meio de um golpe eleitoral. A impugnação foi decidida na última hora pela comissão eleitoral, com maioria de membros ligados à atual diretoria e à CTB. A medida favoreceu a chapa da situação, tornando-a única concorrente do pleito, e usurpou o direito da categoria escolher quem melhor representa seus interesses.

A Chapa 2, que tem apoio dos sindicatos cutistas, entende que a impugnação da sua inscrição ocorreu ao arrepio da lei, passando por cima de liminar da Justiça que já tinha garantido anteriormente a participação da oposição no pleito. Além disso, é uma medida antidemocrática que retirou qualquer legitimidade à eleição.

Para os integrantes da Chapa 2, o golpe eleitoral tem o objetivo claro de perpetuar a atual diretoria no comando do Sindicato, para continuar usufruindo dos recursos da entidade. Desde o início, a atual diretoria usou de todos artifícios para impedir a participação da oposição na disputa. Não divulgou amplamente nas escolas e no interior da categoria o processo eleitoral e seus prazos, a comissão eleitoral omitiu ou atrasou entrega de informações e documentos, usou argumentos que ferem o estatuto para impugnar a Chapa 2 há duas semanas, decisão invalidada por liminar obtida na Justiça que garantiu a nossa inscrição como concorrentes. Criou todos os empecilhos e, por fim, barrou a Chapa 2.

Os motivos são evidentes: a diretoria sabe da insatisfação generalizada da categoria pois está mergulhada num mar de denúncias de irregularidades, desvios, má gestão, sonegação de impostos e de direitos trabalhistas. Vista como pelega e não confiável, a atual diretoria é rejeitada pelos trabalhadores e trabalhadoras da administração das escolas particulares.

CUT-DF

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